Arrasto-me pelas ruas na esperança de me cruzar contigo. Procuro por ti mas não te encontro. Nunca desisti de ti, mas começo a querer desistir da vida. Nunca me esqueci de ti - quem me dera conseguir... Esperei por ti a vida inteira, mas nunca apareceste. Esperei por ti horas e horas naquele dia em que não voltaste. Sim, naquele dia em que não foste ter comigo ao nosso café, aquele da esquina, às nove em ponto.
Se um dia te lembrares do teu velho amor, sabes que estarei, como sempre estive, na mesinha cá fora, à entrada. Procura pelo homem angustiado, marcado pelo tempo no rosto. Aquele de olhar vazio e cigarro na mão. O velho.
Mas vem, amor. Vem, antes que o teu café arrefeça.
