Tatuei-te no meu peito
com lágrimas e gargalhadas.
Tatuei-te com tinta que não sai,
na esperança de nunca te perder.
Confiei-te os meus segredos,
os meus planos...
Confiei-te a minha vida.
Desenhei-te a minha forma,
expus-te a minha alma.
Dei-te a receita da minha essência.
Gritei aos ouvidos do mundo que
era tua.
Até que partiste.
E eu esperei…
Mas não apareceste.
E agora, no peito onde outrora
moraste, reina a raiva do silêncio.
E eu morri.
