Comboio (Crónicas de 2009)




Há qualquer coisa em apanhar o comboio de manhã de Sintra até Lisboa... Sempre achei isso inspirador (algo me diz que assim que começar a fazer disto rotina a minha opinião mudará subitamente, prinicpalmente devido a fortes odores corporais, mas ignoremos essa parte... cof cof). Nesta manhã quente de Julho observei algo que me despertou o interesse: uma demonstração de humanismo e, em constraste, uma de falta de educação. A primeira, tão rara, foi a de um senhor que imediatamente correu, como que por instinto, em auxílio de uma mulher e as suas duas pequenas filhas, que estavam a ficar entaladas na porta ao sair na estação do Cacém. Este indivíduo lançou-se à porta que ameaçava fechar e magoar as crianças, colocando-se entre ela e puxando-a com uma mão em cada um dos lados, o que permitiu às meninas passar por baixo dos seus braços. Uma cena mesmo estilo ‘Superman’... Já a segunda situação que queria aqui mencionar, tem nada mais nada menos que ver precisamente com a dita cuja mãe das pobres meninas. Então não é que, após tamanho acto como o anteriormente aqui descrito, esta senhora não proferiu um simples ‘obrigada’ ao destemido homem? OK, as portas fecharam e ela já estava fora do comboio, mas... Nem um simples acenar? Nada?! É triste, de facto. É triste observar uma prova viva de que vivemos numa era em que a maioria é ingrata, desprendida e arrogante. A estúpida da mulher (perdooem-me o termo), representa esta mentalidade que substituiu uma conhecida pelos mais antigos.

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